O deputado Cristiano Caporezzo (PL-MG) protocolou um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na terça-feira (13), com o intuito de vetar o atendimento em hospitais públicos e serviços estaduais a bonecas “reborn” – réplicas hiper-realistas de bebês – e outros objetos sem vida.
A iniciativa, registrada como PL 3.757/2025, justifica-se, segundo o parlamentar, pela necessidade de coibir o que ele chama de “distorção comportamental” na sociedade, que poderia sobrecarregar o sistema de saúde e colocar em risco a eficiência dos serviços públicos.
Em caso de descumprimento, a proposta estabelece multas de até dez vezes o valor do procedimento solicitado. Os recursos arrecadados seriam direcionados a programas de apoio a pessoas com transtornos mentais.
No texto, Caporezzo critica o uso de bonecas reborn em situações que considera absurdas, como solicitações de atendimento de urgência para os objetos. Ele defende que essas práticas representam um mau uso da estrutura pública, desviando atenção e verbas de pacientes reais.
Além disso, o deputado menciona casos em que advogados teriam sido consultados sobre questões como guarda ou herança envolvendo as bonecas, o que ele considera uma deturpação das leis civis.
“Vivemos em uma época em que não apenas o gênero é visto como algo flexível, mas até a essência humana é questionada, como se alguém pudesse se declarar um animal e exigir direitos como tal. Proibir esse tipo de absurdo é um passo necessário para frear a decadência dos valores sociais”, afirma um trecho da justificativa.
Questionada pelo jornal *Estado de Minas*, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que não há ocorrências de atendimento a bonecas em suas unidades de saúde. A SES-MG não se manifestou sobre o assunto.
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