O magistrado Alexandre de Moraes, integrante do STF, demonstra total indiferença diante dos comentários provocativos do secretário de Estado americano Marco Rubio. Segundo apurou a jornalista Bela Megale em sua coluna no *O Globo*, o ministro não pretende se manifestar sobre o caso e continuará suas funções judiciais normalmente, sem se abalar.
Fontes próximas ao Supremo e ao Palácio do Planalto relataram à colunista que, embora os membros da Corte tenham recebido com irritação as declarações de Rubio, a avaliação predominante é de que qualquer retorno deve ser conduzido pelo governo federal, por meio de canais diplomáticos.
O anúncio do representante dos EUA ocorreu durante um debate no Congresso americano, quando Rubio admitiu que seu país avalia a adoção de restrições contra Moraes. O tema surgiu após o congressista Cory Mills sugerir a aplicação da Lei Magnitsky, que autoriza Washington a punir estrangeiros envolvidos em supostos casos de corrupção ou abusos de direitos humanos, com medidas como bloqueio de ativos e veto à entrada nos Estados Unidos.
— Estamos examinando essa hipótese, e há uma probabilidade significativa de que ela seja concretizada — afirmou Rubio em resposta à indagação.
O episódio reacendeu discussões sobre a relação entre os dois países, mas, pelo menos no STF, a postura adotada é de discrição e foco no trabalho institucional.
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