Air France: família baiana relata drama após intervenção policial e dano financeiro de R$ 100 mil
O que deveria ser o encerramento de uma viagem de férias pela Europa transformou-se em um caso de polícia e prejuízo financeiro para o empresário Ivan Lopes e sua família. O incidente, ocorrido no último dia 14, envolveu a companhia aérea Air France e acusações de xenofobia.
O início do conflito: a disputa pelos assentos
A confusão teve origem no Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle. Ivan, acompanhado da esposa e das duas filhas (de 25 e 11 anos), realizava o trajeto Milão–Salvador, com conexão na capital francesa. Durante a escala, a família aceitou uma oferta de upgrade da classe Econômica Premium para a Executiva, desembolsando 1.596 euros (cerca de R$ 10 mil).
No entanto, ao tentar embarcar no voo AF 562, a família foi informada de que um dos bilhetes havia sido rebaixado novamente para a categoria inferior. A justificativa da companhia era um suposto defeito técnico na poltrona 7L.
“Constatamos que o defeito não estava em nossa poltrona, mas sim no assento 5L. Já a poltrona 7L estava ocupada por um passageiro francês, supostamente funcionário da própria Air France”, relatou o empresário.
Escalada de tensão e expulsão
Ao questionarem a irregularidade, os brasileiros afirmam ter sido recebidos com hostilidade pela tripulação. Registros em vídeo mostram o comandante da aeronave ameaçando os passageiros: “Este é o último aviso. Se eu precisar falar mais uma vez, chamarei os policiais”, declarou o oficial.
O embate se intensificou quando uma comissária tentou recolher um dos bilhetes e proibiu a filha do empresário de filmar a situação como prova. Pouco depois, a família foi retirada à força da aeronave por policiais armados, sob o olhar de outros passageiros e o constrangimento da filha caçula, de apenas 11 anos.
Alegações de xenofobia e descaso
De volta ao terminal, Ivan Lopes relata que não recebeu assistência da Air France. Pelo contrário, funcionários teriam afirmado que a família causou prejuízo à empresa e que não teriam direito a novo embarque ou reembolso, exigindo a compra de novas passagens para o dia seguinte.
Para o empresário, o tratamento diferenciado teve motivações discriminatórias:
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Falta de empatia: O comandante teria agido de forma exaltada e autoritária, especialmente com as mulheres da família.
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Tratamento diferenciado: A família percebeu um rigor excessivo e hostilidade por serem brasileiros.
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Vulnerabilidade: Ivan descreveu um sentimento de impotência por estar em solo estrangeiro sem apoio.
Prejuízo financeiro e medidas judiciais
Após a expulsão, a família seguiu a orientação de advogados e adquiriu novas passagens em classe executiva por outra companhia aérea para retornar a Salvador. Somando os upgrades perdidos e os novos bilhetes, o prejuízo estimado chega a 16 mil euros (aproximadamente R$ 100 mil).
Próximos passos: O empresário confirmou que já está movendo uma ação judicial contra a Air France, buscando reparação pelos danos materiais e morais, além de denunciar a conduta agressiva e a suposta xenofobia sofrida pela família.
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