Alfredo Gaspar: ‘Tem mais ministro envolvido’, sobre pagamentos a Toffoli pelo Master
Segundo as investigações da PF, registros no aparelho de Vorcaro apontam pagamentos diretos do Master a Toffoli. O ministro confirmou o recebimento dos valores, mas justificou que o montante é referente à venda do Tayayá Resort, propriedade de sua família, para um fundo de investimentos ligado à instituição financeira.
Para Alfredo Gaspar, a explicação não mitiga a gravidade do caso. Ele defende o pedido de suspeição de Toffoli, encaminhado pela PF ao presidente do STF, Edson Fachin.
“Essa relação não institucional está devidamente explicada no pedido de suspeição”, afirmou Gaspar.
A postura de Toffoli tem sido alvo de contestações. O ministro decretou sigilo absoluto sobre o caso e barrou o acesso da CPMI aos dados telemáticos de Vorcaro. Além disso, interferiu na custódia das provas da segunda fase da operação, determinando que o material ficasse sob guarda da Procuradoria-Geral da República (PGR) e selecionando pessoalmente os peritos da PF para a análise.
Terremoto no STF. Ministro Toffoli tem suspeita de envolvimento com Vorcaro relatada pela Polícia Federal. No Brasil e em Alagoas, os Poderes precisam de uma limpeza. Corrupção e tráfico de influência dominam a nação. pic.twitter.com/TxNIn6Owb7
— Alfredo Gaspar (@Alfredogaspar_) February 12, 2026
PGR sob Holofote
A atuação do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, também é questionada. Mesmo diante dos indícios de ligação comercial entre Toffoli e Vorcaro, Gonet optou por arquivar os pedidos de suspeição contra o ministro, não vendo motivos para seu afastamento da relatoria.
Suspeitas sobre Alexandre de Moraes
Embora Gaspar não tenha citado nomes no vídeo publicado em suas redes sociais, o caso do Banco Master também respinga no ministro Alexandre de Moraes. Informações apontam que o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, mantém um contrato de R$ 129 milhões com o banco.
O valor é considerado exorbitante para os padrões da advocacia nacional, especialmente por envolver a atuação em apenas dois processos. Há ainda suspeitas de que Moraes teria atuado como interlocutor junto ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar da liquidação da instituição, além de relatos de visitas do ministro à residência de Vorcaro, em Brasília.
Impasse na Saúde Municipal
Em paralelo ao terremoto jurídico, a administração municipal comentou a situação de um hospital local vinculado indiretamente ao imbróglio. A prefeitura esclareceu que a desapropriação do imóvel ocorreu na gestão anterior e que busca soluções jurídicas para estatizar definitivamente a unidade.
Atualmente, o município investe mais de R$ 1 milhão mensais para manter o funcionamento do hospital e assegura que, apesar das disputas judiciais, o atendimento à população não será interrompido.
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