Apenas seis ministros do STF comparecem ao jantar de Lula
Encontro no Alvorada expõe fissuras no Supremo; cinco ministros evitaram evento que buscava demonstrar respaldo ao presidente do TSE
Brasília, 1º de agosto de 2025 — Em um gesto político para sinalizar apoio ao ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções dos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) organizou um jantar no Palácio da Alvorada nesta quinta-feira (31). A iniciativa, porém, não alcançou o objetivo de unificar o Supremo Tribunal Federal (STF): apenas seis dos onze ministros compareceram, revelando uma clara divergência na corte sobre como reagir às punições impostas pelo governo americano.
Participaram do encontro, além do homenageado Moraes, os ministros Edson Fachin, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Flávio Dino e o presidente do STF, Luís Roberto Barroso. Ausências de peso marcaram o evento: Dias Toffoli, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça não apareceram, em um sinal de resistência à narrativa de coesão pretendida pelo Planalto.
A reunião contou ainda com a presença do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski; do procurador-geral da República, Paulo Gonet; e do advogado-geral da União, Jorge Messias, que estuda medidas legais para contestar as sanções em solo norte-americano.
O jantar, iniciado por volta das 19h — com Lula chegando 20 minutos atrasado —, estendeu-se até as 22h. O clima, porém, foi de tensão discreta. O que deveria ser um ato de solidariedade a Moraes, incluído na lista da Lei Magnitsky por suposta “perseguição a opositores políticos”, acabou evidenciando as divisões no STF. Enquanto parte da corte alinha-se ao governo, outra parcela parece evitar associação pública com o caso, temendo desgaste internacional.
Sem comentários! Seja o primeiro.