Após prometer acordos, Trump ver bolsas se recuperarem pelo mundo
Nesta terça-feira (8), as bolsas asiáticas apresentaram sinais de recuperação após fortes quedas no dia anterior, impulsionadas por temores de recessão global e tensões comerciais. Tóquio se destacou, com o índice Nikkei subindo impressionantes 6%, compensando parte da queda de 8% registrada na segunda-feira. Empresas de semicondutores, como Disco, Lasertec, Tokyo Electron e Advantest, foram as que mais contribuíram para essa alta, com ganhos que variaram entre 8,27% e 12,67%.
Em Seul, o Kospi encerrou o dia com um leve avanço de 0,26%, após despencar mais de 5,5% no pregão anterior. Já Hong Kong, que havia sofrido sua maior queda desde 2008 (13,2%), recuperou parte das perdas, fechando em alta de 1,51%.
Na China, os mercados de Xangai e Shenzhen também reagiram positivamente, subindo 1,58% e 0,64%, respectivamente, após quedas acentuadas na segunda-feira. No entanto, nem todos os mercados acompanharam o movimento de alta. Taiwan, por exemplo, viu seu principal índice, o Taiex, cair mais 4%, somando-se à queda recorde de 9,7% do dia anterior. A TSMC, gigante taiwanesa de fabricação de chips, recuou 3,77%.
A Indonésia, que retomou suas operações após um longo feriado, enfrentou turbulência imediata: seu principal índice despencou mais de 9% nos primeiros minutos, levando a uma suspensão temporária das negociações.
Sudeste Asiático e Europa em Movimento
Enquanto isso, outros mercados do Sudeste Asiático mantiveram desempenho misto. Vietnã (-7,5%) e Tailândia (-4,17%) lideraram as perdas, enquanto as Filipinas registraram ganhos expressivos (+3,15%). Cingapura fechou em queda moderada (-1,22%), e a Malásia permaneceu estável.
Na Europa, o otimismo se espalhou após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre negociações tarifárias. As principais bolsas abriram em alta, com Londres (+1,38%) liderando os ganhos, seguida por Madri (+1,10%), Frankfurt (+1,06%), Paris (+1,03%) e Milão (+0,89%). O Euro Stoxx 50, que reúne as maiores empresas do continente, avançou 1,40%.
No câmbio, o euro se valorizou 0,20% frente ao dólar, sendo cotado a US$ 1,09 (R$ 6,45). A recuperação nos mercados reflete um alívio temporário, embora as incertezas sobre a guerra comercial e o crescimento global permaneçam.
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