A Força Aérea Brasileira (FAB) está à beira de uma paralisação crítica em seus voos oficiais, incluindo o transporte de ministros, autoridades dos Três Poderes e até missões essenciais, como o deslocamento de órgãos para transplantes. O motivo é a escassez de querosene de aviação, cujos estoques estão assegurados apenas até o início de agosto.
O problema deriva de um contingenciamento de R$ 812,2 milhões no orçamento do Comando da Aeronáutica (Comaer), determinado em maio. Em nota ao portal Metrópoles, a FAB classificou os impactos como “severos”, afetando desde operações de voo até logística e setores administrativos.
Prioridades em conflito
Enquanto a falta de recursos ameaça serviços estratégicos, o governo federal autorizou a construção de duas salas VIP para receber autoridades durante a COP 30, marcada para 2025 em Belém (PA). A medida contrasta com o cenário de restrições que compromete até a manutenção das aeronaves.
Do orçamento anual de R$ 29,4 bilhões da pasta, R$ 23,7 bilhões são engessados com despesas de pessoal. Apenas R$ 2,2 bilhões destinam-se a insumos como combustível, e R$ 1,6 bilhão a investimentos – valores insuficientes para manter a operacionalidade, segundo fontes da corporação.
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