Band: Maduro não estava em avião do regime que pousou na fronteira
O pouso não anunciado de um Airbus A-319, aeronave usualmente utilizada pelo governo da Venezuela, no aeroporto de Santa Elena de Uairén — localidade bem próxima à divisa com Roraima — levantou novas preocupações acerca de atividades discretas na área. O avião, frequentemente visto a serviço das viagens oficiais do presidente Nicolás Maduro, desceu com um número reduzido de ocupantes. De acordo com informações de residentes da região, esse grupo fez uma transição imediata para duas aeronaves de asas rotativas (helicópteros) com destino ao Monte Roraima, atrativo turístico situado no ponto onde convergem as fronteiras do Brasil, Venezuela e Guiana.
Testemunhas locais, incluindo moradores e funcionários do terminal aéreo, relataram que a ação foi conduzida sem qualquer aviso prévio e sob severa restrição de acesso. O grupo de viajantes, que foi classificado como “turistas VIP” e supostamente incluía cidadãos da Rússia, teria feito a travessia para o território brasileiro e retornado horas depois, valendo-se da mesma formação aérea.
Após o regresso da área fronteiriça do Brasil, os indivíduos se dirigiram para um hotel no município venezuelano de Gran Sabana, onde atualmente se encontram hospedados.
Embora a presença de aeronaves estatais venezuelanas na zona limítrofe não seja totalmente inédita, a natureza dessa operação despertou o interesse de autoridades regionais e de especialistas em segurança. O fato de ter sido empregado um avião comumente ligado à agenda presidencial, a falta de comunicação oficial sobre o voo e o uso coordenado de helicópteros foram encarados como desvios do procedimento operacional padrão.
O evento gerou, ainda, intensas conjecturas nas plataformas digitais e entre a população local, com especulações de que poderia se tratar de uma fuga de Maduro. Contudo, fontes próximas à situação asseguram que não há elementos que sugiram uma mobilização militar, uma emergência de Estado ou o próprio deslocamento do presidente. Para essas fontes, o conjunto das ações é mais indicativo de um fretamento particular — mesmo sendo feito com um ativo governamental — do que de uma manobra de caráter político-institucional.
Até o momento da publicação, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e a Polícia Federal foram procurados, mas não emitiram posicionamento. Fontes internas do Exército brasileiro confirmam que não existe qualquer evidência de que o presidente Nicolás Maduro tenha entrado em solo nacional.
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