O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para utilizar vídeos durante seu depoimento no inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado. A decisão foi tomada na terça-feira (10), pouco antes da retomada dos interrogatórios dos principais envolvidos no caso.
A equipe de advogados de Bolsonaro solicitou permissão para exibir os vídeos em um telão na Primeira Turma do STF, argumentando que o material contribuiria para maior transparência e atenderia ao interesse público. Os registros haviam sido divulgados pelo ex-presidente via WhatsApp.
Em sua decisão, Moraes considerou que o interrogatório tem caráter estritamente de autodefesa — momento em que o acusado apresenta sua versão dos fatos e responde a questionamentos do Judiciário, do Ministério Público e dos demais réus.
Apesar da negativa, o ministro permitiu que os vídeos fossem anexados aos autos em outra fase do processo. A medida permite que a defesa formalize a inclusão do material e que as partes envolvidas tenham acesso ao conteúdo para análise e verificação de autenticidade.
O depoimento de Bolsonaro marca a etapa final dos interrogatórios do grupo central investigado pela Polícia Federal. O caso está sob relatoria de Moraes, que comanda o inquérito desde as primeiras diligências contra militares e ex-membros do governo.
Vídeos divulgados por Bolsonaro geram polêmica
Entre os registros compartilhados pelo ex-presidente, um deles menciona declarações do ministro Flávio Dino, que em 2010 questionou resultados eleitorais após derrota no Maranhão.
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