Briga na Câmara de Porto Alegre tem vereadores feridos
Uma manifestação de servidores públicos municipais resultou em tumulto no interior e nas imediações da Câmara de Vereadores de Porto Alegre nesta quarta-feira, dia 15. Os manifestantes, que se opunham a propostas de reorganização da estrutura administrativa, tiveram embates com a Guarda Municipal e agentes de segurança, e o distúrbio deixou membros do legislativo municipal lesionados.
Os debates no plenário giravam em torno de projetos que visam modificar cargos, atribuições e o plano de carreira dos funcionários públicos. Entidades sindicais e movimentos alegam que tais medidas diminuem benefícios e representam um passo atrás. O clima de tensão começou na área externa, quando parte do grupo buscou invadir o edifício.
As forças de ordem responderam utilizando gás lacrimogêneo e munição não letal para impedir a ocupação. Houve correria, empurrões e agressões. Um projétil não-letal atingiu a perna do vereador Erick Dênil (PCdoB). Seu colega de bancada, Giovani Culau (PCdoB), machucou o pé ao tentar afastar uma bomba de gás com um chute.
Culau declarou que buscou acalmar a desordem e permitir que os servidores acompanhassem a sessão. “A população de Porto Alegre está sendo atacada, incluindo os próprios vereadores”, afirmou.
O povo de Porto Alegre está sendo atacado, inclusive os próprios vereadores. Fui atingido ao tentar mediar e garantir que trabalhadores pudessem acompanhar a sessão. É um absurdo! pic.twitter.com/KxaH5l7e1N
— Giovani Culau (@giovaniculau) October 15, 2025
As vereadoras Grazi Oliveira e Atena Roveda, do Psol, sofreram cortes leves, igualmente causados por fragmentos. Já o deputado estadual Miguel Rossetto (PT), presente no ato, relatou ter sido atingido por um projétil que danificou seu paletó. Conforme sua declaração, a situação configurou uma “violência inadmissível” contra o povo.
Prefeito da capital gaúcha ordena apuração
A presidente da Câmara, vereadora Comandante Nádia (PP), ativou o protocolo de segurança e suspendeu a sessão. O plenário foi reaberto posteriormente, mas os debates foram interrompidos novamente devido à atmosfera hostil.
O prefeito Sebastião Melo (MDB) determinou a instauração de um inquérito para investigar a conduta dos guardas municipais e seguranças. Em publicação nas redes sociais, ele assegurou que a investigação será rigorosa e que Porto Alegre “sempre foi uma cidade do diálogo”. “O procedimento deverá analisar todos os elementos que contribuíram para o ocorrido, incluindo as gravações das câmeras corporais dos agentes de segurança”, escreveu no X (antigo Twitter).
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