A Polícia Federal formalizou uma acusação contra o jogador Bruno Henrique, do Flamengo, por suspeita de ter simulado um cartão amarelo em uma partida contra o Santos durante o Campeonato Brasileiro de 2023, favorecendo grupos de apostadores. Entre os outros investigados estão familiares do atleta, como seu irmão Wander Nunes Pinto Júnior, sua cunhada Ludymilla Araújo Lima e uma prima, Poliana Ester Nunes Cardoso, além de um segundo grupo de seis pessoas ligadas a Wander.
Bruno Henrique e seu irmão foram enquadrados na Lei Geral do Esporte por suposta manipulação de resultados esportivos, crime que pode levar a até seis anos de prisão, além de responderem por estelionato. Os demais envolvidos foram acusados apenas por estelionato.
As investigações começaram após denúncias de casas de apostas sobre movimentações incomuns relacionadas ao cartão amarelo recebido por Bruno Henrique no jogo contra o Santos. Durante uma operação em novembro de 2024, a PF apreendeu celulares com mensagens trocadas entre o jogador e os investigados, incluindo uma em que Wander pergunta quando ele receberia o terceiro amarelo, e ele responde: “Contra o Santos”.
O Flamengo emitiu uma nota afirmando não ter sido oficialmente informado sobre o caso e reforçando o respeito à presunção de inocência. Bruno Henrique, por sua vez, negou as acusações em declarações anteriores, afirmando confiar na justiça. Dados das casas de apostas mostraram que a maioria das apostas na partida foi direcionada para ele receber cartão.
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