Câncer de Intestino: entenda doença que acometeu Preta Gil e cresce entre os jovens
A artista, diagnosticada em 2023, enfrentou metástase e submeteu-se a tratamentos no Brasil e nos EUA antes de falecer no domingo (20).
São Paulo, 21 de julho de 2025 – A cantora e atriz Preta Gil, filha do lendário Gilberto Gil, faleceu no último domingo (20), após uma batalha de dois anos contra um adenocarcinoma colorretal. O tumor, localizado na região final do intestino grosso, foi descoberto em janeiro de 2023, após a artista apresentar sintomas como sangramento intestinal, alterações nas fezes e um desmaio causado por hemorragia.
Diagnóstico e primeiras complicações
Exames de imagem realizados no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, confirmaram a presença de um tumor de seis centímetros. O câncer colorretal, que atinge o cólon ou o reto, geralmente surge de pólipos benignos que, com o tempo, podem se tornar malignos.
Preta Gil iniciou o tratamento com quimioterapia e radioterapia, mas enfrentou complicações graves, incluindo um quadro de sepse em abril de 2023. No final daquele ano, passou por uma cirurgia de reconstrução intestinal e chegou a anunciar a remissão da doença. No entanto, em agosto de 2024, exames revelaram a volta do câncer, agora com metástases em linfonodos, peritônio e ureter.
Cirurgia de alta complexidade e tratamento experimental nos EUA
Em dezembro de 2024, a cantora foi submetida a uma intervenção cirúrgica que durou até 21 horas, resultando na remoção dos tumores e na necessidade de uma colostomia definitiva. Sem opções convencionais no Brasil, ela partiu para os Estados Unidos em maio deste ano, onde se submeteu a um tratamento inovador baseado em medicina personalizada.
O protocolo experimental, aplicado em centros especializados de Washington e Nova York, incluiu imunoterapia e terapias-alvo direcionadas a mutações genéticas específicas do tumor. Apesar dos esforços, a doença progrediu, levando ao óbito.
Fatores de risco e importância do diagnóstico precoce
O câncer colorretal é uma das neoplasias mais comuns no mundo, com maior incidência após os 50 anos. Entre os fatores de risco estão histórico familiar, doenças inflamatórias intestinais, dieta pobre em fibras, sedentarismo e consumo excessivo de álcool e tabaco.
A detecção precoce, por meio de colonoscopia e exames de sangue oculto nas fezes, aumenta significativamente as chances de cura. Campanhas como o Março Azul reforçam a necessidade de conscientização sobre a doença, que muitas vezes evolui de forma assintomática nos estágios iniciais.
Preta Gil deixa um legado na música e na luta pela vida, tornando pública sua jornada na esperança de alertar outros pacientes sobre os riscos e a importância do diagnóstico precoce.
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