Com a crescente especulação de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), poderia ser o candidato à presidência em 2026, assumindo o papel de sucessor de Jair Bolsonaro (PL), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, veio a público para esclarecer a posição do partido. Em uma publicação nas redes sociais, no sábado, dia 6 de setembro, Costa Neto foi enfático: “Não há um plano alternativo. Nosso único plano é que Bolsonaro seja o candidato.”
Nas semanas recentes, Tarcísio de Freitas tem se mostrado mais ativo na esfera política nacional. Ele se reuniu com líderes de partidos e parlamentares, e fez duas viagens a Brasília para impulsionar um projeto de lei que concederia anistia aos envolvidos na tentativa de golpe. O governador também se posicionou como peça-chave nessa articulação e afirmou que, se eleito presidente, concederia um indulto a Bolsonaro.
Essa movimentação de Tarcísio, no entanto, não foi bem vista por alguns membros da família de Bolsonaro. Em resposta, Valdemar usou as redes sociais para reiterar que o ex-presidente é o único nome considerado pelo PL. No entanto, Bolsonaro foi declarado inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e enfrenta um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) por seu envolvimento na trama golpista. Uma possível condenação, com base na Lei da Ficha Limpa, poderia prolongar ainda mais o período de sua inelegibilidade.
Apesar da postura pública de Valdemar, fontes próximas indicam que o próprio Jair Bolsonaro tem autorizado Tarcísio a se envolver em questões de âmbito nacional, com foco nas eleições de 2026.
poio do Republicanos ao governo Lula
Em meio às negociações pela anistia de Bolsonaro, os partidos União Brasil e Progressistas, que contam com ministérios no governo Lula (Esporte e Turismo, respectivamente), deram um prazo de um mês para que seus ministros deixem o governo.
O Republicanos, partido de Tarcísio, no entanto, não deve seguir o mesmo caminho e deve permanecer na base de apoio ao governo federal. A liderança do partido vê a permanência no ministério como um acordo pessoal entre Silvio Costa Filho e o presidente Lula.
Sem comentários! Seja o primeiro.