Caso Sara Freitas: Bispo Zadoque confessa crime e reafirma culpa de Ederlan Mariano como mandante
O julgamento do assassinato da cantora gospel Sara Freitas teve um desfecho impactante em seu primeiro dia de júri popular, realizado nesta terça-feira (24), no fórum de Dias D’Ávila. Weslen Pablo Correia de Jesus, o “Bispo Zadoque”, confessou sua participação direta no homicídio e apontou o marido da vítima, Ederlan Mariano, como o mentor intelectual da execução.
A revelação foi confirmada por Rogério Matos, advogado que representa a família de Sara. Segundo o assistente de acusação, o réu detalhou minuciosamente os passos dados para consumar o crime.
Dinâmica da Execução
De acordo com o depoimento de Zadoque, a ordem partiu diretamente de Ederlan. O plano incluía não apenas o assassinato da cantora, mas também orientações específicas sobre como ocultar o cadáver.
“Ele admitiu a culpa e descreveu detalhadamente sua conduta. Afirmou categoricamente que agiu sob as ordens de Ederlan, que instruiu tanto a morte quanto a ocultação do corpo, sugerindo inclusive que ele fosse deixado em local para que fosse desfigurado ou ocultado”, relatou o advogado Matos ao portal A TARDE.
Ederlan nega acusações em longo depoimento
Antes da confissão de Zadoque, o tribunal ouviu Ederlan Mariano, o principal suspeito de arquitetar o crime. O interrogatório estendeu-se por cerca de três horas, iniciando-se às 19h e encerrando-se por volta das 22h.
Diferente do corréu, Ederlan manteve a estratégia de defesa e negou qualquer envolvimento com o assassinato. Em sua fala, o acusado:
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Reafirmou sua inocência perante o júri;
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Mencionou supostos episódios de infidelidade por parte da esposa;
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Declarou ainda nutrir sentimentos pela vítima, tentando afastar a tese de crime passional ou premeditado.
O julgamento deve seguir para as próximas etapas, onde o júri decidirá o destino dos réus com base nos depoimentos e nas provas apresentadas pelo Ministério Público.
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