Chinesa é presa pelo FBI por levar fungo letal para os EUA
Uma cientista de origem chinesa foi detida pelas autoridades federais dos Estados Unidos sob a acusação de importar ilegalmente um fungo altamente perigoso, com potencial para comprometer seriamente a produção agrícola e a segurança alimentar do país. A suspeita foi identificada como Yunqing Jian.
O anúncio oficial da prisão ocorreu na noite de terça-feira, dia 3, e o incidente vem sendo tratado como uma das mais significativas ameaças à cadeia alimentar norte-americana dos últimos tempos.
O agente biológico em questão é o fungo Fusarium graminearum, responsável por uma infecção conhecida como giberela. Essa praga afeta severamente plantações de grãos como trigo, milho, arroz e cevada, deteriorando as espigas, comprometendo a colheita e deixando os grãos contaminados com toxinas nocivas.

Essas substâncias, se consumidas por pessoas ou animais, podem causar sérios problemas de saúde, incluindo distúrbios gastrointestinais, lesões hepáticas e complicações no sistema reprodutivo.
Segundo o FBI, a pesquisadora transportou as amostras do fungo da China até os EUA, escondendo o material em um laboratório da Universidade de Michigan, onde estava vinculada como cientista visitante.
Investigações em seu celular revelaram documentos que sugerem envolvimento com o Partido Comunista Chinês, inclusive com indícios de financiamento estatal para estudos sobre o mesmo fungo em território chinês.
O parceiro de Jian, Zunyong Liu, também foi implicado no caso. Em julho de 2024, ele tentou entrar no país pelo aeroporto de Detroit carregando amostras semelhantes, o que ampliou a suspeita de uma operação coordenada.
Ambos enfrentam acusações formais por contrabando de agentes biológicos, conspiração, falsificação de informações e violação de normas de imigração.
Jian encontra-se atualmente sob custódia, aguardando audiência judicial. Liu, por sua vez, já deixou os Estados Unidos. As informações foram divulgadas pelo site O Antagonista.
O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que o caso demonstra uma estratégia deliberada do governo chinês para infiltrar agentes e pesquisadores em instituições científicas norte-americanas.
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