Corrupção: Servidores cobram até R$ 100 para ‘furar fila’ de agendamento do novo RG na Bahia
Polícia Civil desarticula venda ilegal de agendamentos para nova Carteira de Identidade
Uma operação da Polícia Civil da Bahia, batizada de Vaga Vip, investiga um esquema criminoso envolvendo servidores públicos e intermediários. O grupo é acusado de comercializar agendamentos para a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), cobrando valores que variavam de R$ 10 a R$ 100 por vaga.
Como funcionava o esquema
Embora o agendamento oficial do Governo do Estado seja gratuito, a investigação identificou duas formas de atuação ilícita:
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Fura-fila: Atendimentos realizados fora da ordem cronológica mediante o pagamento de propina.
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Reserva de vagas: Terceiros utilizavam o sistema eletrônico para capturar os horários disponíveis e depois revendê-los a cidadãos que precisavam do serviço.
Detalhes da Operação “Vaga Vip”
A ofensiva ocorreu na manhã desta sexta-feira (19), motivada por uma denúncia da própria coordenação da rede de atendimento, que colaborou ativamente com o fornecimento de dados e suporte técnico.
Números da ação judicial:
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18 mandados de busca e apreensão cumpridos.
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11 medidas cautelares aplicadas.
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09 servidores públicos afastados de suas funções.
As diligências foram concentradas em cinco municípios baianos: Salvador, Candeias, Camaçari, Feira de Santana e Remanso.
Próximos passos da investigação
O caso está sob responsabilidade da Dececap (Delegacia dos Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública), unidade vinculada ao Draco.
Atualmente, a polícia realiza oitivas e análises de inteligência para mapear a responsabilidade de cada integrante do grupo e quantificar o dano causado tanto à administração pública quanto à população que depende do serviço.
Seria útil para você que eu elaborasse um resumo ainda mais curto, focado apenas nos dados numéricos da operação?
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