A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS solicitou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de membros da liderança do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), uma entidade afiliada à Força Sindical. O sindicalista José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atua como vice-presidente do sindicato e já é alvo de outros pedidos de convocação pela comissão.
Essas solicitações, apresentadas pela deputada Adriana Ventura (Novo-SP), também incluem a convocação do presidente do Sindnapi, Milton Baptista de Souza (também chamado de Milton Cavalo), e da advogada Tonia Andrea Inocentini Galleti, que coordena o setor jurídico do sindicato.
Além disso, a quebra de sigilo foi estendida à empresa Gestora Eficiente Ltda. A empresa, que intermediava dados de aposentados filiados ao Sindnapi para o INSS, recebia uma comissão por cada desconto aplicado aos benefícios. Documentos fiscais indicam que a Gestora Eficiente recebeu ao menos R$ 4,1 milhões no período entre 2020 e 2023.
A companhia tinha como sócios o advogado Carlos Afonso Galleti Júnior, marido de Tonia Galleti, e, até meados de 2023, a decoradora Daugliesi Giacomasi Souza, esposa de Milton Cavalo. A empresa foi formalmente desativada em 12 de agosto de 2025, mas sua baixa na Junta Comercial de São Paulo (Jucesp) foi registrada somente em 19 de agosto.
Os pedidos da CPMI se baseiam em uma reportagem que revelou pagamentos a parentes de Milton Cavalo e Tonia Galleti pela Gestora Eficiente. A relatoria da comissão considera a quebra de sigilo da advogada uma medida crucial para investigar as sérias irregularidades em questão.
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