Criminosos incendeiam ônibus e fecham vias após ação policial
Uma investida do Batalhão de Operações Especiais (Bope) nas comunidades do Centro do Rio, na manhã desta quarta-feira (18), terminou com oito mortos e um cenário de guerra urbana. Entre os mortos está Claudio Augusto dos Santos, o “Jiló”, apontado como a principal liderança do tráfico no Morro dos Prazeres e peça-chave da facção Comando Vermelho.
A mobilização policial, que contou com mais de 150 agentes e veículos blindados, desencadeou uma onda de represálias que paralisou vias estratégicas da capital fluminense.
Saldo da Operação e Impacto Hospitalar
Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, dez pessoas atingidas por disparos foram encaminhadas ao Hospital Souza Aguiar. Destas, oito chegaram à unidade já sem vida.
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Vítimas: Oito óbitos confirmados (incluindo o líder criminoso Jiló).
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Feridos: Uma mulher segue internada com quadro de saúde estável. Um policial militar foi atingido por estilhaços, recebeu atendimento médico e já teve alta.
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Apreensões: A Polícia Militar informou a retirada de circulação de dois fuzis, quatro pistolas e dois revólveres.
Caos na Mobilidade e Barricadas
Em resposta à ação do Bope, criminosos promoveram ataques a coletivos. De acordo com o sindicato Rio Ônibus, veículos foram sequestrados e incendiados para servirem como bloqueios no Rio Comprido.
A Avenida Paulo de Frontin e diversos acessos pelo Catumbi foram interditados, gerando um efeito cascata no trânsito desde a Avenida Presidente Vargas. Até o momento, sete linhas de ônibus operam com desvios no itinerário.
Rotina Suspensa
A violência interrompeu serviços essenciais para a população local. Moradores relatam que o tiroteio teve início por volta das 5h da manhã. Como consequência:
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Educação: Sete escolas da rede municipal suspenderam as atividades.
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Saúde: Uma unidade básica interrompeu totalmente o atendimento, enquanto outros postos operam com restrições.
Contexto Estratégico
Esta foi a segunda operação consecutiva realizada pela PM na região central nesta semana. Segundo o setor de inteligência da corporação, o objetivo central era localizar o esconderijo de lideranças criminosas e coibir a prática de roubos e o tráfico de entorpecentes na zona portuária e arredores.
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