Deputado aciona PGR e TCU por supostas irregularidades em barco de Lula
Conforme uma matéria da Folha de S.Paulo, divulgada na segunda-feira (3 de novembro), o Palácio do Planalto optou pelo iate Iana 3 como acomodação por priorizar o conforto. A escolha se deu por uma embarcação que oferecia cabines mais espaçosas e cômodas, mesmo possuindo uma capacidade menor para hospedar um número total de pessoas. O barco, que gasta 50 litros de óleo diesel a cada hora e está previsto para consumir pelo menos 4.000 litros do combustível durante a permanência do Presidente Lula, foi cenário de um episódio em que a primeira-dama, Janja da Silva, foi filmada dançando.
O deputado Sanderson declarou ao Poder360 ter solicitado uma apuração ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), classificando o gasto como uma “despesa inoportuna, exagerada e inconveniente”.
Sanderson criticou: “É inaceitável que o Lula despenda quase meio milhão de reais para se instalar em um iate de luxo durante a COP30, em um momento com tantas adversidades no país. Vale salientar que a Marinha havia disponibilizado um navio seguro, pronto para uso e sem custos, mas foi rejeitado por não ser ‘suficientemente confortável'”.
Anteriormente, no começo de outubro, Lula já havia expressado o desejo de se hospedar em uma embarcação. “Eu pretendo pernoitar no barco. Ainda não temos a embarcação, mas vou encontrar um barco para dormir. Porque eu não busco ostentação; quero participar desta COP porque ela deve ser a COP da seriedade. Até o presente, tomamos muitas decisões sem de fato as cumprir”, afirmou o presidente.
Detalhes da Embarcação Iana 3
O Iana 3, construído entre 2010 e 2011, conta com três pavimentos, medindo 45 metros de comprimento por 8 metros de largura. Todas as áreas destinadas aos passageiros são equipadas com ar condicionado.
O iate está atualmente ancorado na Base Naval de Val de Cães e foi alugado da empresa Icotur Transporte e Turismo, sediada em Manaus. A equipe de bordo é composta por quatro profissionais — incluindo piloto, mecânico naval, responsável pelo convés e um auxiliar —, além de outros colaboradores dedicados ao atendimento dos hóspedes.
A decisão de escolher um barco como local de pernoite surgiu em função das dificuldades de acomodação em Belém. Desde janeiro, a capital paraense enfrenta um cenário de crise no setor de hotelaria, com a prática de preços elevados tanto por hotéis quanto por proprietários de imóveis disponíveis para aluguel durante o evento.
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