Eduardo Campos foi assassinado, diz irmão
Em novas declarações nesta quinta-feira (29), Antônio Campos, advogado e irmão do falecido político Eduardo Campos, reafirmou sua convicção de que a queda do avião em 2014, em Santos (SP), não foi um mero acidente, mas sim um crime premeditado. Ele insiste que há evidências de sabotagem na aeronave, embora tais alegações nunca tenham sido comprovadas oficialmente.
Durante conversa com a Folha de Pernambuco, Antônio foi enfático: “Foi um homicídio. Alguém interferiu em uma parte da aeronave para que o acidente ocorresse sem deixar rastros.” Ele ainda mencionou as suspeitas de espionagem envolvendo a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), citando denúncias do PSB sobre suposta vigilância ilegal contra Eduardo Campos antes do ocorrido.
Segundo ele, a relação próxima entre Eduardo e o ex-presidente Lula teria despertado desconfiança em Dilma, criando um cenário de tensão política. Antônio também destacou que, mesmo após mais de uma década, ele e sua mãe mantêm um processo judicial em andamento na 4ª Vara Federal de Santos (Processo nº 5001663-02.2017.4.03.6104), buscando provar que houve manipulação no avião.
“Existem laudos técnicos que apontam irregularidades, mas foram ignorados em uma investigação superficial,” criticou.
O caso, que foi reaberto brevemente em 2023 por decisão judicial, voltou a ser arquivado em abril de 2024. O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, encaminhou o inquérito à PGR, que concluiu não haver bases suficientes para novas apurações.
Antônio, no entanto, segue afirmando que “a verdade virá com o tempo” e que o contexto político da época — marcado pela disputa eleitoral entre Eduardo Campos e Dilma — seria crucial para entender o ocorrido.
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