O deputado federal Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, fez um pedido formal para poder trabalhar remotamente dos Estados Unidos. Conforme informações de pessoas próximas, ele enviou um ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na quinta-feira (28), pedindo autorização para exercer seu mandato à distância.
No documento, o parlamentar solicita a criação de mecanismos que permitam o exercício de suas atividades legislativas fora do Brasil. Ele justifica o pedido alegando ser vítima de “perseguições ilegais” e acusa um ministro do Supremo Tribunal Federal de impor o que ele descreve como um “regime de exceção”. Embora não cite nomes, Eduardo Bolsonaro tem sido um crítico frequente de Alexandre de Moraes.
O deputado ainda utiliza como argumento a experiência da Câmara com sessões e votações remotas durante a pandemia de COVID-19. Ele argumenta que a situação atual, que o impede de retornar, é “muito mais grave” do que a de saúde pública.
A licença de 122 dias que Eduardo Bolsonaro tinha, concedida por 2 dias por questões de saúde e o restante por interesse pessoal, terminou em julho. Após o recesso parlamentar, que aconteceu em agosto, suas ausências passaram a ser registradas como faltas, já que não havia mais possibilidade de estender o afastamento.
Eduardo está nos EUA desde fevereiro. Recentemente, no dia 15 de agosto, ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro, também do PL, foram indiciados pela Polícia Federal por coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
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