Eleições no Perú apresentam falhas e votação será concluída nesta segunda
O cenário político peruano mergulhou em incertezas após uma série de falhas logísticas comprometerem o pleito presidencial realizado neste domingo (12). Com milhares de eleitores impedidos de exercer o sufrágio, tanto em território nacional quanto no exterior, as autoridades eleitorais confirmaram que o resultado oficial só deve ser conhecido, no mínimo, a partir desta segunda-feira (13).
Extensão do pleito e participação obrigatória
Diante dos transtornos, o órgão eleitoral autorizou que aproximadamente 63.300 cidadãos residentes em Lima votem nesta segunda-feira. A medida excepcional também contempla os colégios eleitorais de Orlando e Paterson, nos Estados Unidos, onde peruanos enfrentaram dificuldades para registrar seus votos.
No Peru, o voto é um dever legal para cidadãos de 18 a 70 anos. Aqueles que não comparecerem às urnas estão sujeitos a penalidades financeiras que podem chegar a US$ 32 (aproximadamente R$ 160,71).
Apuração preliminar e disputa acirrada
Com pouco mais de 30% das urnas apuradas, o quadro atual aponta para uma disputa equilibrada entre perfis ideológicos distintos. Entre os 35 candidatos — o maior número já registrado na história do país — três nomes se destacam na contagem inicial:
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Rafael López Aliaga: Lidera com 19,1% dos votos válidos.
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Keiko Fujimori: Ocupa a segunda posição com 17,2%.
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Jorge Montesinos: Aparece em terceiro lugar, com 14%.
Dada a fragmentação do eleitorado e a pulverização de votos, a realização de um segundo turno é considerada inevitável por analistas. Pelas regras locais, para liquidar a fatura ainda na primeira etapa, um candidato necessitaria de mais de 50% dos votos válidos.
Crise de confiança e propostas de segurança
O pleito ocorre sob uma sombra de descontentamento social. A população, pressionada pelos índices crescentes de criminalidade e escândalos de corrupção, demonstra ceticismo em relação à classe política, frequentemente rotulada como despreparada ou desonesta.
Para tentar capturar o voto do eleitor preocupado com a segurança pública, os postulantes ao cargo — que incluem desde um ex-ministro e uma herdeira política até um comediante — endureceram o discurso. Entre as promessas de campanha mais citadas estão:
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Construção de presídios de segurança máxima (megaprisões).
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Endurecimento do regime alimentar para detentos.
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Discussão sobre o restabelecimento da pena de morte para crimes hediondos.
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