Ludmila Lins Grilo, ex-juíza brasileira, casou-se nesta quarta-feira (27) nos Estados Unidos, país onde reside desde que se mudou alegando estar em exílio político. Embora o evento tenha contado com a presença de familiares e amigos, a identidade do noivo permanece em sigilo.
A cerimônia foi discreta, e Ludmila não compartilhou fotos do marido. Da mesma forma, os convidados que publicaram registros do casamento nas redes sociais tomaram cuidado para não expor o rosto dele. Entre as pessoas presentes, estavam os jornalistas Lidiane Pacheco, Allan dos Santos e Paulo Figueiredo.
A carreira de Ludmila no Judiciário chegou ao fim em 2023, quando foi compulsoriamente aposentada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Na época, ela atuava na Vara Criminal e da Infância e Juventude de Unaí (MG). O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lhe impôs duas punições desse tipo, o que é visto como algo atípico na área.
Com posições alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos ensinamentos do escritor Olavo de Carvalho, Ludmila ganhou notoriedade nas redes sociais durante a pandemia. Na ocasião, ela se opôs a medidas sanitárias como o uso de máscaras e o distanciamento social.
A ex-magistrada também criticou abertamente ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, a quem se referiu como “perseguidores-gerais da República”. Além disso, ela se manifestou contra o inquérito das fake news e a atuação da Justiça Eleitoral.
Após deixar o cargo, Ludmila mudou-se para os Estados Unidos sem comunicar seu novo endereço ao tribunal e se autodeclarou em exílio político.
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