A Polícia Federal (PF) concluiu que os principais executivos da Americanas agiram como uma quadrilha organizada, enquadrando-se no mesmo tipo penal aplicado a grupos criminosos como PCC e Comando Vermelho. Inicialmente, a investigação partiu da suspeita de associação criminosa, mas as provas revelaram um esquema muito mais complexo, que ia além de irregularidades empresariais.
De acordo com o relatório, a empresa servia de fachada para atividades ilícitas sistemáticas, com manipulação de resultados financeiros planejada pela alta direção. Os investigados tinham pleno conhecimento da diferença entre os números reais e os divulgados ao mercado, agindo de forma coordenada para sustentar o esquema.

O Ministério Público Federal (MPF) acatou as conclusões da PF e formalizou uma denúncia por organização criminosa, com penas que podem variar entre 5 e 10 anos de prisão. Os prejuízos estimados chegam a R$ 25 bilhões.
Miguel Gutierrez, ex-CEO da Americanas e líder do grupo por 20 anos, foi apontado como o principal responsável pelo planejamento e execução das fraudes, que teriam se estendido de 2016 a 2022. Anna Saicali, ex-diretora da B2W e fundadora da AME Digital, também foi citada como peça-chave no esquema, assim como outros vice-presidentes e ex-executivos.
A investigação revelou ainda que os envolvidos ocupavam cargos formais na empresa, mas atuavam de maneira distinta dentro da estrutura criminosa, demonstrando uma clara divisão de funções para ocultar as irregularidades.
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