Gilmar Mendes está “muito orgulhoso” pelo desmanche da Lava Jato
Em participação na Brazil Conference, realizada por estudantes brasileiros em universidades norte-americanas, o ministro do STF Gilmar Mendes reafirmou seu apoio ao encerramento da Operação Lava Jato, que ele definiu como um “esquema criminoso”. O evento ocorreu em Boston, no último sábado (12).
Mendes destacou que já desconfiava das ações do grupo responsável pela operação antes mesmo do vazamento de mensagens conhecido como Vaza Jato. “O que foi exposto posteriormente apenas confirmou minhas suspeitas”, declarou.
Sobre as investigações relacionadas aos ataques de 8 de janeiro de 2023, o ministro defendeu Alexandre de Moraes, rejeitando qualquer paralelo com o caso Lava Jato. Segundo ele, não há motivos para questionar a imparcialidade de Moraes, diferentemente do que ocorreu com Sergio Moro, que, em sua avaliação, agiu de forma parcial ao se aliar politicamente a Jair Bolsonaro.
Mendes ainda mencionou um diálogo com o ex-presidente, no qual Bolsonaro teria admitido o erro de nomear Moro para o Ministério da Justiça. O ministro ironizou a situação, afirmando que a saída de Moro de Curitiba foi um “alívio”.
Além disso, criticou a proposta da Fundação Dallagnol, comparando as estratégias de procuradores e juízes da Lava Jato às táticas de organizações criminosas. “As conversas reveladas lembram diálogos de facções”, disse.
Questionado sobre suposto ativismo judicial no STF, Mendes negou veementemente, argumentando que as decisões da corte são baseadas estritamente na Constituição.
**Resposta de Moro**
Em réplica, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) questionou as relações de Gilmar Mendes com a CBF, citando reportagens que revelaram laços entre o ministro e a confederação. A liminar concedida por Mendes em favor de Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, coincidiu com um contrato milionário entre a entidade e o IDP, instituto fundado pelo próprio ministro. Moro ainda indagou se o assunto foi abordado durante o evento em Harvard.
A controvérsia envolve ainda o advogado Pedro Trengrouse, contratado pela CBF após um pagamento de R$ 6,5 milhões, atuando em Brasília pouco tempo depois.
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