Gilmar rebate a Tarcísio e diz não existir “ditadura da toga” no Brasil
Neste domingo, dia 7, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, utilizou suas redes sociais para refutar a ideia de uma “ditadura da toga” no Brasil, bem como a atuação de ministros como tiranos.
A declaração de Mendes foi uma resposta indireta ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que em um evento na Avenida Paulista, criticou abertamente o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que a população “não aguenta mais a tirania de um ministro” e o que está acontecendo no país.
Em sua postagem na plataforma X, o decano do STF reforçou que a liberdade genuína se fortalece com a valorização das instituições, e não com ataques a elas. Ele ainda destacou que o STF está cumprindo sua missão de proteger a Constituição e o Estado de Direito, prevenindo retrocessos e preservando os direitos fundamentais.
Mendes também expressou que o Brasil não pode mais suportar as “sucessivas tentativas de golpe” e que é crucial reafirmar que crimes contra a democracia são imperdoáveis, cabendo às instituições puni-los com severidade para evitar que se repitam.
Durante o mesmo evento em que Tarcísio de Freitas fez suas declarações, o governador questionou o processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado por uma suposta tentativa de golpe de Estado. Tarcísio considerou o julgamento “viciado” e a condenação sem provas inaceitável, além de colocar em dúvida a colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid.
Na mesma publicação online, Gilmar Mendes listou os “perigos do autoritarismo”, mencionando a negligência durante a pandemia, os acampamentos em frente a quartéis militares com pedidos de intervenção e os planos de assassinato de autoridades. Essas situações são parte do processo criminal 2668, relacionado ao julgamento do ex-presidente.
“Se quisermos falar sobre os perigos do autoritarismo, basta recordar o passado recente de nosso país: milhares de mortos em uma pandemia, vacinas deliberadamente negligenciadas por autoridades, ameaças ao sistema eleitoral e à separação de Poderes, acampamentos diante de quartéis pedindo intervenção militar, tentativa de golpe de Estado com violência e destruição do patrimônio público, além de planos de assassinato contra autoridades da República”, concluiu o ministro.
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