A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou na noite de segunda-feira (25) a favor de uma maior presença policial na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, a fim de impedir uma possível fuga e assegurar que as medidas cautelares sejam cumpridas.
A manifestação da PGR ocorreu após um pedido da Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF). A PF solicitou o reforço policial por acreditar na possibilidade de que Bolsonaro tente se refugiar na Embaixada dos Estados Unidos.
No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que “parece ao Ministério Público Federal de bom alvitre que se recomende formalmente à polícia que destaque equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de cautela adotadas”.
Gonet também ressaltou que o monitoramento deve ser realizado com discrição, sem invadir a privacidade do ex-presidente nem incomodar os vizinhos. A PGR recomenda que a polícia atue com eficiência na fiscalização, mas sempre dentro dos limites da lei e sem cometer excessos ou abusos.
O pedido da PF foi assinado pelo diretor-geral Andrei Rodrigues e foi motivado por uma solicitação do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ).
A PF informou que soube de informações sobre um possível risco de fuga do ex-presidente, que poderia tentar se “evadir para o interior da Embaixada dos Estados Unidos da América — e posteriormente solicitar asilo político — situada a aproximadamente dez minutos de seu domicílio em Brasília”.
A PGR ainda deve analisar as explicações fornecidas pela defesa de Bolsonaro, bem como o relatório da PF que apontou a possibilidade de uma fuga.
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