Governo articula acordo na CPI do INSS para blindar Frei Chico em troca entrega a “cabeça” de Dilma
A base governista na CPI do INSS firmou um acordo com a oposição para evitar a convocação de Frei Chico, irmão do presidente Lula. Para conseguir essa proteção, o governo aceitou ampliar o foco da investigação para incluir supostas irregularidades que aconteceram durante a gestão de Dilma Rousseff. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.
O acordo é visto como uma vitória para o governo, que busca proteger a família presidencial de possíveis desgastes. Embora o nome de Frei Chico, que é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), tenha sido mencionado em um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), ele não é um investigado formal. O sindicato, por sua vez, nega qualquer irregularidade.
Para assegurar a não convocação, o governo impôs uma condição: todos os requerimentos de convocação só serão votados em conjunto e mediante consenso entre os membros da comissão. Com essa estratégia, a chance de o nome de Frei Chico ser votado individualmente diminui consideravelmente.
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), comentou após a sessão que não haverá convocações “no âmbito político” enquanto não houver certeza da participação de alguém.
Essa negociação acontece em um cenário onde o governo tenta limitar os danos políticos, principalmente porque a oposição ocupa os cargos-chave da comissão: a presidência com Viana e a relatoria com o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), ambos críticos do governo.
Nos bastidores, parlamentares acreditam que a manobra irá diminuir o foco na família do presidente e permitirá que a CPI investigue casos mais atuais e de maior impacto, como os descontos indevidos em benefícios, que já levaram à queda de ministros da Previdência.
Apesar do acordo, a oposição mantém a pressão. Mais de 800 requerimentos já foram protocolados, incluindo pedidos para ouvir ex-ministros de governos passados e ex-presidentes do INSS.
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