Governo dos EUA abre investigação comercial contra o Brasil
O governo norte-americano decidiu abrir um procedimento investigativo contra o Brasil, com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos. O caso, conduzido pelo Escritório do Representante Comercial (USTR), analisará supostas distorções nas políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, pagamentos eletrônicos, propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol, entre outros pontos.
A medida, anunciada pelo representante comercial Jamieson Greer, foi ordenada diretamente pelo ex-presidente Donald Trump, que acusou o Brasil de adotar medidas discriminatórias contra empresas de tecnologia americanas. O processo pode resultar em sanções tarifárias e não tarifárias, seguindo o modelo aplicado anteriormente contra a China.
Em 2018, o governo Trump impôs tarifas de US$ 370 bilhões sobre produtos chineses, sob a justificativa de violações em áreas como transferência de tecnologia e inovação. Agora, o Brasil pode enfrentar medidas semelhantes, com possíveis impactos em setores estratégicos da economia.
A investigação também menciona questões como desmatamento ilegal, supostas tarifas preferenciais e interferência em políticas anticorrupção. Analistas alertam que, se confirmadas as retaliações, as consequências para o comércio bilateral podem ser duradouras e de difícil reversão.
A decisão ocorre no mesmo contexto em que Trump anunciou a elevação de tarifas para 50% sobre alguns produtos brasileiros e criticou o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso reforça as tensões comerciais entre os dois países em um momento de reconfiguração das relações econômicas globais.
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