O subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, declarou nesta segunda-feira (8.set.2025) que o governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) seguirá adotando medidas contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, alvo de sanções pela Lei Magnitsky. A manifestação do assessor do secretário de Estado, Marco Rubio, ocorreu um dia após as mobilizações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no 7 de Setembro.
“Ontem foi celebrado o 203º aniversário da Independência do Brasil. Essa data serviu como um lembrete do nosso compromisso em apoiar o povo brasileiro na defesa dos valores da liberdade e da justiça. Em razão das ações do ministro Alexandre de Moraes e de outros indivíduos que, por abusos de autoridade, enfraqueceram essas liberdades essenciais, continuaremos a adotar as medidas necessárias”, escreveu Beattie em sua conta no X (antigo Twitter).

No domingo (7.set), apoiadores de Bolsonaro realizaram manifestações em diversas cidades do país, exibindo bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos, além de cartazes e faixas pedindo a destituição de Moraes e anistia ao ex-presidente. Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto e responde no STF por tentativa de golpe de Estado, podendo pegar até 43 anos de prisão.
Esses protestos da oposição fazem parte de uma estratégia para pressionar por novas sanções contra Moraes. Em 30 de julho, os EUA aplicaram a Lei Magnitsky — utilizada para punir autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos — ao magistrado.
Nos Estados Unidos desde fevereiro, onde atua em defesa de sanções ao Brasil, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou em entrevista ao Poder360 nesta segunda (8.set) que “existe a expectativa de que uma nova rodada de confisco de vistos ocorra nos próximos dias” contra autoridades brasileiras. No dia 4 de setembro, o parlamentar e o jornalista Paulo Figueiredo se reuniram em Washington, D.C. com Darren Beattie e com o conselheiro Ricardo Pita.
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