Homem é acusado de prostituir a esposa a mais de 120 homens
O Ministério Público da Suécia apresentou, nesta segunda-feira (30), uma denúncia formal contra um homem de cerca de 60 anos acusado de submeter sua esposa a uma rotina de exploração sexual e abusos sistemáticos durante três anos. O réu teria comercializado serviços sexuais da mulher para mais de 120 homens em centenas de ocasiões diferentes.
Preso preventivamente desde outubro do ano passado, o indivíduo enfrenta acusações de proxenetismo grave, estupro, tentativa de estupro, abuso e ameaças. A investigação avançou após uma denúncia da própria vítima, que atualmente está em processo de divórcio.
Estrutura de controle e monitoramento
De acordo com informações da emissora pública SVT, o acusado operava como um verdadeiro agenciador. Ele era o responsável por:
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Publicar anúncios em plataformas digitais;
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Agendar os encontros e definir os atos sexuais a serem praticados;
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Negociar valores e métodos de pagamento;
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Filmar os abusos, que ocorriam tanto presencialmente quanto de forma remota (online).
Residente na região de Ångermanland, no norte do país, o homem mantinha a esposa sob vigilância constante por meio de câmeras instaladas em toda a residência. A promotoria afirma que ele a drogava com frequência, o que levou a mulher a desenvolver uma dependência química severa.
Ameaças de morte e histórico criminal
O perfil do acusado revela um comportamento extremamente violento. Autointitulado “o monstro”, ele teria ameaçado queimar a esposa viva com gasolina e decepar seus dedos.
O histórico do réu já era conhecido pelas autoridades:
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Vínculos com o crime organizado: O homem teve ligações passadas com a gangue de motociclistas Hell’s Angels.
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Antecedentes penais: Já cumpriu cinco meses de detenção por crimes de maus-tratos e coerção.
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Investigação anterior: Há dois anos, ele foi investigado por abusar da esposa, mas o processo acabou arquivado por falta de provas na época.
O acusado nega todas as imputações atuais.
Paralelo com o Caso Pelicot
A brutalidade do crime gerou comparações imediatas com o caso de Gisèle Pelicot, na França. Recentemente, o marido de Pelicot foi condenado a 20 anos de reclusão por dopar a esposa e oferecê-la a cerca de 50 homens para que fosse estuprada ao longo de quase uma década.
O julgamento do “monstro” sueco está agendado para começar no dia 13 de abril
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