A juíza federal Barbara de Lima Iseppi, da 3ª Vara Criminal de São Paulo, ganhou destaque após condenar o humorista Léo Lins a oito anos e oito meses de prisão por supostos crimes de discriminação em um show de comédia. No entanto, essa não é a primeira vez que suas decisões judiciais geram controvérsia sobre os limites da liberdade de expressão e a atuação do Poder Judiciário.
Segundo reportagem do jornalista Igor Gadelha, do *Metrópoles*, em 2020, a magistrada determinou a prisão preventiva de dois organizadores de protestos em frente à residência do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Na ocasião, os manifestantes foram acusados de ofensas ao magistrado, em um episódio que ampliou o debate sobre o suposto endurecimento do STF contra críticas públicas.
Outro caso emblemático sob sua responsabilidade foi a condenação do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, autor de *A Privataria Tucana*, a sete anos de prisão. O processo, que envolvia a suposta violação de sigilo fiscal de aliados do ex-senador José Serra (PSDB), foi alvo de questionamentos, já que Ribeiro Júnior sempre defendeu que suas reportagens se baseavam em documentos públicos e denúncias de fontes internas.
Na decisão contra Léo Lins, a juíza acatou integralmente a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que apontou conteúdo discriminatório em um show gravado em 2022. O vídeo, que chegou a mais de três milhões de visualizações no YouTube, foi retirado do ar por ordem judicial. Além da pena privativa de liberdade, a juíza impôs multa de R$ 1,4 milhão e indenização de R$ 303,6 mil por danos morais coletivos.
A sentença ocorre em um contexto de crescente tensão entre o Judiciário e setores da sociedade que acusam o STF, sob a liderança de Alexandre de Moraes, de adotar medidas restritivas à liberdade de expressão. Juristas, comediantes e jornalistas têm questionado se decisões como a de Barbara Iseppi refletem um padrão de judicialização de discursos críticos ou humorísticos.
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**Notas:**
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