Luxo e Fortuna: O Rastro dos Investigados no Caso INSS
Um grupo de empresários, lobistas e servidores públicos, alvo de investigação da Polícia Federal por um esquema bilionário envolvendo fraudes contra aposentados do INSS, mantinha um padrão de vida repleto de extravagâncias. Imóveis de alto padrão, joias e uma impressionante coleção de veículos luxuosos compõem o cenário desse escândalo.
Durante a Operação Sem Desconto, realizada em abril, autoridades apreenderam diversos automóveis de marcas exclusivas, como Ferrari e Rolls-Royce, somando mais de R$ 15 milhões em apenas um dos alvos. O caso veio à tona após uma série de reportagens publicadas em dezembro de 2023, que revelaram o crescimento suspeito no faturamento de entidades ligadas ao INSS, alcançando R$ 2 bilhões em um único ano.
As investigações ganharam força após a CGU e a PF cruzarem dados que apontavam irregularidades. O desfecho levou à demissão de altos funcionários, incluindo o então presidente do INSS e o ministro da Previdência.
Entre os investigados, destacam-se nomes como o ex-procurador Virgílio Oliveira Filho e sua companheira, Thaisa Hoffmann Jonasson, que possuíam uma frota avaliada em mais de R$ 3 milhões. Já o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e sua família acumulavam dezenas de veículos, incluindo modelos como Porsche e BMW, totalizando mais de R$ 7 milhões em patrimônio automotivo.
A PF identificou ainda uma rede de transferências de carros entre os envolvidos. Um Porsche Taycan, antes registrado em nome do lobista, foi posteriormente transferido para Thaisa. Além disso, empresas ligadas aos investigados aparecem como proprietárias de veículos de luxo, como um Volvo de R$ 300 mil e uma réplica de Porsche Spyder 550.
O caso expõe não apenas os desvios de recursos públicos, mas também o estilo de vida opulento mantido às custas de fraudes que prejudicaram milhares de aposentados.
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