Médico suspeito de matar duas pessoas em acidente na Bahia continua foragido, diz polícia
VALENÇA – O médico Enéas de Carvalho Silva Filho é considerado foragido da Justiça após ter sua prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Valença. Ele é o principal investigado por um grave acidente na rodovia BA-542 que resultou na morte de duas pessoas no dia 23 de janeiro.
A decisão judicial atende a um pedido da Polícia Civil, que reuniu laudos periciais e depoimentos para fundamentar a custódia. De acordo com as autoridades, o mandado de prisão segue em aberto, e as buscas pelo profissional de saúde continuam em toda a região.
Evidências e recusa de exames
O inquérito ganhou força após a localização de uma garrafa de bebida alcoólica no interior do Volkswagen Nivus conduzido pelo médico no momento da colisão. Embora testemunhas tenham relatado sinais visíveis de embriaguez no dia do ocorrido, a prisão em flagrante não foi efetuada por falta de comprovação técnica imediata.
Durante o período em que Enéas esteve internado em uma unidade particular em Santo Antônio de Jesus, a polícia tentou realizar o exame de alcoolemia, mas houve recusa por parte do investigado. O exame clínico também foi inviabilizado, na ocasião, devido ao quadro de saúde do condutor, que precisou passar por cirurgia.
O Acidente e as Vítimas
A tragédia ocorreu no período da manhã, envolvendo o veículo do médico e um Chevrolet Zafira. O impacto causou a morte imediata de Bruna da Silva Santos, de 26 anos. O outro ocupante, Johnny Santos Bispo, de 33 anos, chegou a receber socorro do Samu, mas faleceu durante o atendimento emergencial.
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Vítimas Fatais: Duas pessoas confirmadas.
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Feridos: Outros passageiros sofreram lesões graves, incluindo uma criança de 10 anos, transferida para Salvador.
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Fato Inusitado: O carro conduzido pelo médico foi furtado e incendiado logo após a perícia inicial, antes que pudesse ser removido oficialmente. O caso também é alvo de investigação.
Posicionamento da Defesa
Em nota anterior, a defesa de Enéas de Carvalho Silva Filho afirmou que o médico seguia para o trabalho quando o acidente aconteceu e que ele colaboraria com as investigações assim que recebesse alta médica. Sobre o atual mandado de prisão, os advogados informaram que ainda não tiveram acesso ao conteúdo integral dos autos e, por este motivo, não irão se manifestar neste momento.
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