Michelle diz que apoiar Ciro contra Lula é como “trocar Stalin por Lenin”
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) utilizou as redes sociais na madrugada desta terça-feira (02) para rebater as críticas que recebeu dos filhos de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As críticas surgiram após Michelle se posicionar publicamente contra o apoio do PL no Ceará à candidatura de Ciro Gomes (PSDB).
Rejeição à Aliança
Michelle Bolsonaro, que também preside o PL Mulher, comparou a aliança com o candidato tucano, que concorre contra o nome apoiado por Lula (PT) ao governo estadual, a uma troca de ditadores, usando a metáfora de trocar “Joseph Stalin por Vladmir Lenin”.
Em sua postagem no Instagram, a ex-primeira-dama enfatizou a necessidade de coerência e fidelidade aos princípios na política:
“Não basta derrotar o PT e a esquerda; é preciso fazê-lo mantendo-nos fieis aos nossos valores e agirmos de maneira coerente com eles”, declarou.
Família e Política
Sem citar nominalmente Flávio, Carlos e Eduardo, Michelle reconheceu e respeitou a “opinião” dos seus enteados. Contudo, reiterou seu direito de ter um pensamento distinto e de se expressar com “liberdade e sinceridade”.
A ex-primeira-dama fez questão de priorizar seus papéis familiares sobre o político:
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“Antes de ser uma líder política, eu sou mulher, sou mãe, sou esposa.”
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“Se tiver que escolher entre ser política, mãe ou esposa, ficarei com as duas últimas opções.”
Defesa do Marido
Michelle justificou sua recusa em apoiar Ciro Gomes, citando o mal que ele teria causado a seu marido e família no passado. Ela questionou a lógica do apoio ao político:
“Eu jamais poderia concordar em ceder o meu apoio à candidatura de um homem que tanto mal causou ao meu marido e à minha família. Como apoiar (ou deixar de, caridosamente, admoestar quem apoia) um homem que foi responsável por implantar a narrativa que rotulou o meu marido como genocida?”
A presidente do PL Mulher afirmou que tem o dever de proteger Bolsonaro — que tem um “coração bom (bom até demais!)” — de situações que ela acredita que seriam prejudiciais a ele. Ela reforçou que Ciro Gomes não representa a direita e jamais defenderá os valores do grupo, sendo “um perseguidor e um maledicente contra Bolsonaro”.
Apelo Final
No encerramento de sua manifestação, Michelle pediu que aqueles que defendem a aliança a critiquem por não aderir a ela, reiterando seu direito de discordar, independentemente da possível vontade de Jair (que não expressou sua posição a ela).
Ela concluiu a nota com um pedido de compreensão e perdão aos enteados: “Não foi minha intenção contraria-los. Eu, assim como eles, quero apenas o melhor para o nosso herói, seu pai, meu esposo e o maior líder que esse país já teve – Jair Messias Bolsonaro.”



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