Motta: “Executivo não pode gastar sem freio”
Em um tom contundente, o líder da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), rebateu as afirmações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que havia colocado parte da culpa dos problemas fiscais do país nas costas do Legislativo. Através de uma rede social, Motta deixou claro que a gestão dos recursos públicos não pode ser tratada como um jogo de empurra, destacando que o governo não pode exceder gastos e depois transferir a responsabilidade aos parlamentares.
Em sua publicação, ele reforçou que o papel do Estado não é produzir riqueza, mas sim administrá-la com responsabilidade, sob o custo da população. “A Câmara tem colaborado com a nação ao analisar e aprovar propostas benéficas vindas do Executivo, e essa postura seguirá firme. No entanto, quem gasta além do que arrecada não é vítima, e sim responsável. Não cabe ao Congresso segurar as rédeas de um orçamento descontrolado. O Brasil não precisa de mais tributos, e sim de gestão eficiente”, afirmou.
O posicionamento de Motta surgiu como resposta a uma entrevista concedida por Haddad no dia anterior, em que o ministro mencionou que o país está sob um “quase parlamentarismo”, no qual o Congresso tem a palavra final sobre decisões cruciais. Haddad também comentou sobre a fragilidade do poder de veto presidencial, que, segundo ele, antes era respeitado sem questionamentos, mas hoje é facilmente revogado.
Em seguida, o ministro reiterou que o ajuste fiscal é uma tarefa compartilhada entre os Poderes e mencionou que diversas despesas foram implementadas sem a devida compensação, agravando o rombo nas contas públicas. Ele assegurou que sua equipe está cumprindo os acordos da forma mais responsável possível.
**Mudanças no IOF**
No fim de maio, o governo anunciou um aumento nas taxas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com expectativa de arrecadar bilhões nos próximos anos. Entretanto, após críticas, parte da medida foi revista, mantendo-se isentas as aplicações em fundos internacionais, enquanto operações com moeda estrangeira e cartões de crédito continuaram tributadas.
Até o momento, o Congresso não se pronunciou oficialmente sobre o tema, limitando-se a manifestações isoladas de alguns deputados.
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