Nesta segunda-feira, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou suas alegações finais no processo contra a rádio Jovem Pan, buscando o encerramento de suas três concessões. O jornal Gazeta do Povo está tentando obter uma declaração da direção da emissora.
O MPF acusa a Jovem Pan de ter cometido “abusos graves” em 2022, disseminando desinformação de forma consistente e divulgando material que, segundo o órgão, ameaçou a democracia brasileira. Além de ter suas licenças de rádio revogadas, o MPF reafirmou os pedidos originais, incluindo a solicitação de uma indenização de R$ 13,4 milhões por danos morais coletivos.
Apesar de a Jovem Pan ter solicitado negociações ao longo do processo, o MPF declarou a impossibilidade de um acordo e pediu a continuidade da tramitação. Na ocasião, a Jovem Pan havia afirmado que, ao longo de 80 anos, sempre manteve seu compromisso com a sociedade e a democracia, e que se defenderia na justiça.
Conforme o novo documento do MPF, as acusações contra a Jovem Pan foram reforçadas por novas evidências de uma suposta tentativa de golpe de Estado, que teria ocorrido de 2021 a 2023. Na semana anterior, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou e condenou oito pessoas do grupo supostamente envolvido no golpe, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebeu uma pena de 27 anos e três meses de prisão.
Para o MPF, a emissora teve um “papel central na campanha de desinformação” de 2022, que visava desacreditar as instituições e o sistema eleitoral do país. O órgão descreveu a Jovem Pan como o principal “canal de amplificação, no Brasil, para discursos que prepararam o caminho para as ações golpistas que mais tarde foram reveladas”.
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