Operação Fallax: PF mira CEO do Grupo Fictor em esquema de R$ 500 milhões
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25/03), uma ofensiva para desarticular uma organização criminosa acusada de fraudes bancárias, estelionato e lavagem de dinheiro. O prejuízo estimado aos cofres públicos, especificamente à Caixa Econômica Federal, pode superar a marca de R$ 500 milhões.
Alvos de destaque e prisões
A operação mobilizou agentes em três estados para cumprir 43 mandados de busca e apreensão e 21 ordens de prisão preventiva. Até o momento, 13 suspeitos foram detidos. Entre os principais alvos estão:
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Rafael Góis: Atual CEO do Grupo Fictor, que foi alvo de busca e apreensão.
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Luiz Rubini: Ex-sócio do conglomerado. Rubini já havia ganhado os holofotes ao tentar adquirir o Banco Master antes de uma intervenção do Banco Central em novembro passado.
O Grupo Fictor possui frentes de atuação nos setores de infraestrutura, alimentos e serviços financeiros.
Conexão com o Crime Organizado
Um dos pontos centrais da investigação é o uso da estrutura empresarial para a ocultação de valores. Segundo a PF, o esquema financeiro não servia apenas a empresários, mas também era utilizado por membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV) para movimentar e “lavar” recursos ilícitos.
Dinâmica do Crime
As investigações, iniciadas em 2024, revelaram um modus operandi sofisticado:
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Cooptação: Funcionários de bancos eram aliciados para inserir dados falsos nos sistemas.
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Evasão: As informações fraudulentas permitiam saques e transferências indevidas.
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Dissimulação: O dinheiro passava por empresas de fachada e era convertido em criptoativos e bens de luxo para dificultar o rastreamento pelas autoridades.
Abrangência e Medidas Judiciais
As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal de São Paulo. Além das prisões, foi determinado o bloqueio de R$ 47 milhões em ativos, veículos e imóveis.
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Locais das diligências: Rio de Janeiro, Bahia e cidades paulistas (Rio Claro, Americana e Limeira).
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Quebra de sigilo: Dezenas de pessoas físicas e empresas tiveram seus sigilos bancário e fiscal rompidos por autorização judicial.
Penalidades
Os envolvidos enfrentam acusações que incluem gestão fraudulenta, corrupção (ativa e passiva), lavagem de dinheiro e organização criminosa. Caso sejam condenados, as penas acumuladas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.
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