OPINIÃO: A Farra de Lula no Japão

Enquanto milhões de brasileiros agonizam com a alta inflação e o aperto no orçamento doméstico, o presidente Lula lidera uma comitiva de 117 pessoas em uma viagem milionária ao Japão, hospedando-se em hotel de luxo que possui diárias que chegam a quase R$ 40 mil por pessoa. O contraste entre a realidade do país e o esbanjamento do governo não poderia ser mais chocante. Se o objetivo era representar o Brasil nos 130 anos de relações diplomáticas com o Japão, bastaria uma delegação enxuta. Mas, como sempre, o Palácio do Planalto prefere transformar missões oficiais em passeios caros, bancados pelo contribuinte.
A justificativa para tamanha extravagância é frágil. Não há necessidade de levar tantos empresários, ministros e aliados políticos em uma viagem que, em tese, deveria ser técnica. A verdade é que Lula parece mais preocupado em proteger seu governo de um possível impeachment do que em discutir políticas económicas. A presença maciça de presidentes da Câmara e do Senado na comitiva não é coincidência: trata-se de um “investimento político”, um mimo para garantir apoio no Congresso diante de futuras demandas do Executivo.
Essa não é apenas uma questão de má gestão, mas de prioridades invertidas. Enquanto o governo alega não haver recursos para saúde, educação e segurança, sobra verba para hospedagens em suites luxuosas. O mesmo presidente que critica os privilégios das elites econômicas não hesita em usufruir de regalias que pouquíssimos brasileiros podem sonhar. A hipocrisia é evidente.
Se Lula quisesse realmente representar o povo brasileiro, faria uma viagem modesta e traria resultados concretos. Mas, ao que parece, o objetivo é outro: “fortalecer sua base política e garantir blindagem”, enquanto o país paga a conta. É mais um capítulo de um governo que, apesar do discurso populista, age como os piores exemplos da velha política. Presidente, o povo merece respeito, não farra.
Sem comentários! Seja o primeiro.