O jornalista Paulo Figueiredo declarou durante uma transmissão na quarta-feira (3) que obteve informações de inteligência sugerindo que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, teria transferido todos os seus bens para o nome de um instituto familiar.
Segundo Figueiredo, o ministro e sua esposa, Viviane Barci, fundaram a entidade nos anos 2000. O registro na Receita Federal mostra a empresa Lex – Instituto de Estudos Jurídicos Ltda., constituída em junho de 2000, com a esposa e os três filhos de Moraes — Gabriela, Giuliana e Alexandre — como sócios.
“Você tem hoje, entre os proprietários do Instituto Lex, a Viviane, a Gabriela, a Juliana e o Alexandre Barci de Moraes, que é o Alexandre Júnior, filho do ministro. Procurem a página deles na internet. Não existe. Procurem a última publicação no Instagram. É de 2017”, relatou o jornalista.
Figueiredo afirmou que “a totalidade do patrimônio” do ministro e de sua esposa estaria vinculada ao instituto. Ele alegou que essa informação já teria sido investigada por autoridades norte-americanas e mencionou propriedades em São Paulo, Campos do Jordão e Guarujá como exemplos de ativos pertencentes à entidade.
Ele ainda destacou que a sede do instituto teria o mesmo endereço do escritório de advocacia da família em São Paulo. “A sede do instituto é no mesmo local onde funcionava o escritório Alexandre de Moraes Advogados, que hoje é Barci de Moraes Advogados. O instituto e o escritório da Viviane compartilham o mesmo endereço”, disse ele.
Figueiredo argumentou que a Lei Magnitsky deveria ser aplicada ao ministro e a seus bens financeiros. “Eu pergunto a vocês, de que adianta sancionar outros indivíduos antes de atingir tudo isso e fazer o Alexandre sentir os efeitos da Lei Magnitsky? Não adianta. E é nisso que estamos trabalhando, para que essa lei tenha um efeito de dissuasão”, concluiu.
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