Perícia confirma fraude processual de Moraes denunciada por Tagliaferro, afirma Flávio
Durante uma coletiva de imprensa no Senado Federal, realizada logo após o voto do ministro Alexandre de Moraes no julgamento sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou criticamente sobre o processo.
Ele classificou a sessão, iniciada nesta terça-feira, como o “primeiro ato da farsa” arquitetada por Alexandre de Moraes. Além disso, expressou sua tristeza ao ver o ministro proferir um voto que, segundo ele, parecia motivado por raiva e ódio. O senador comparou Moraes ao “líder do PT no Supremo”, afirmando que seu discurso carecia de embasamento jurídico e parecia ser uma “vingança”.
Flávio Bolsonaro mencionou a acusação de que Jair Bolsonaro teria um plano para assassinar Moraes, conhecido como “Punhal Verde e Amarelo”, e ironizou a situação. Ele equiparou a suposta ficção do plano à “ficção” do voto do ministro.
Novas Evidências de Manipulação Processual
Na sequência, o senador apresentou o que ele chamou de provas de manipulação judicial. Flávio afirmou que, de forma rara, obteve evidências de fraude em um processo judicial, supostamente cometida por um ministro da mais alta corte do Brasil.
Ele explicou que as denúncias foram feitas na semana anterior por Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro, durante uma sessão na Comissão de Segurança Pública. Tagliaferro acusou Moraes de ter manipulado documentos judiciais.

O senador detalhou que a perícia técnica, cujo laudo ele tinha em mãos, confirmou as denúncias de Tagliaferro. A análise revelou que a sentença de Alexandre de Moraes, que autorizou uma busca e apreensão contra um grupo de empresários em 2022, foi redigida seis dias depois da data oficial, com data retroativa.
Flávio Bolsonaro enfatizou que a perícia se baseou em metadados de um documento do Word, obtido na página do STF. A análise comprovou que o arquivo foi criado e modificado seis dias após a data em que a decisão foi emitida. “É um escândalo isso daqui!”, exclamou o senador.
Ele leu um trecho da perícia, que confirmou o antedatamento do documento. A data declarada, 19 de agosto de 2022, não correspondia à data de criação técnica do arquivo, 29 de agosto de 2022. A perícia também constatou que o documento não foi assinado pelo delegado Fábio Schor, responsável pela operação na época.
Pedido de Suspensão do Julgamento
Flávio Bolsonaro concluiu anunciando que todos os ministros do STF serão formalmente notificados sobre as denúncias. Ele solicitou a abertura de uma investigação e a suspensão do julgamento em andamento.
O senador declarou que a suspensão é necessária “pelo bem da democracia”, até que a investigação sobre a suposta “fraude processual” seja concluída.
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