A partir desta segunda-feira (2), o sistema de pagamentos Pix passa por uma atualização estratégica em suas normas de segurança. O objetivo central da mudança é aumentar a eficiência do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta estabelecida pelo Banco Central em 2021 para agilizar o estorno de quantias em episódios de golpes confirmados.
Rastreamento avançado de recursos
A grande inovação, que se torna obrigatória para todas as instituições financeiras após um período de implementação iniciado em novembro, reside na capacidade de monitoramento em múltiplas camadas. Agora, os bancos possuem autonomia para seguir o rastro do dinheiro mesmo que ele seja fragmentado e transferido para diferentes contas ou instituições.
Essa medida visa solucionar uma falha crítica do sistema anterior: a rápida dispersão dos valores por parte dos criminosos. Antes dessa atualização, a taxa de recuperação de fundos contestados era inferior a 10%, justamente porque, se a conta receptora original estivesse vazia no momento da denúncia, o bloqueio não conseguia atingir as contas subsequentes para onde o montante havia sido enviado.
Como funciona o processo de devolução (MED)
O fluxo para que o usuário tente reaver o dinheiro segue um protocolo dividido em três pilares fundamentais:
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Registro da Ocorrência: A vítima deve entrar em contato imediato com seu banco para acionar o MED.
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Análise e Bloqueio: A conta que recebeu os fundos suspeitos sofre um bloqueio cautelar por até sete dias para averiguação detalhada.
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Restituição: Caso a fraude seja devidamente comprovada, o valor é devolvido à conta de origem em um prazo de até quatro dias úteis.
Com essa atualização, o Banco Central espera asfixiar a logística financeira de organizações criminosas e dar mais segurança aos milhões de brasileiros que utilizam a ferramenta diariamente.
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