As autoridades de segurança pública de São Paulo criaram uma força-tarefa para investigar o assassinato de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil, morto na cidade de Praia Grande. A informação foi confirmada por Osvaldo Nico, secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do estado.
Segundo Nico, equipes já estão no local do crime “promovendo diligências e usando ferramentas de inteligência para identificar os criminosos”. Logo após o crime, mais de 100 policiais da Rota, do Garra e do Gaeco foram enviados para a região. O secretário ressaltou que todas as possibilidades estão sendo consideradas, destacando que a forma como os criminosos agiram — armados com fuzis e mostrando familiaridade com as armas — está sob análise.
Além disso, a investigação também examinará a atuação de Ruy como secretário de Administração da prefeitura de Praia Grande. O corpo dele será transportado para São Paulo ainda hoje.
Investigações com prioridade máxima
O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, divulgou nas redes sociais que o governador Tarcísio de Freitas ordenou que a apuração do caso seja a prioridade máxima. O veículo usado pelos criminosos foi incendiado depois do assassinato.
O momento é de luto, mas também de muito trabalho para identificar, o mais rápido possível, os criminosos que participaram dessa ação covarde. pic.twitter.com/HHnXuvxbT7
— Guilherme Derrite (@DerriteSP) September 16, 2025
Derrite expressou seu pesar pela morte do delegado aposentado e informou que a força-tarefa foi criada para prender os responsáveis. Ele também mencionou que o procurador-geral de Justiça ofereceu o apoio do Gaeco.
Imagens de câmeras de segurança mostram o carro de Ruy Ferraz Fontes colidindo com um ônibus durante a fuga. Em seguida, os criminosos saíram do carro e atiraram. Duas outras pessoas ficaram feridas no ataque.
Trajetória do ex-delegado
Com mais de 40 anos de carreira, Ruy Ferraz Fontes foi delegado-geral, diretor do Decap e trabalhou em unidades importantes como o Deic, Denarc e DHPP. Ele ficou conhecido por sua atuação contra o PCC e por ter sido o responsável por indiciar toda a liderança da facção em 2006, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. Em 2023, ele assumiu o cargo de secretário de Administração de Praia Grande, onde permaneceu até o dia de sua morte.
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