Polícia Civil realiza operação contra envolvidos em estupro coletivo de adolescente na Baixada Fluminense
Uma ação coordenada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, deflagrada nesta quarta-feira (11), buscou desarticular o grupo responsável pelo estupro coletivo de uma menina de 13 anos. A operação visou o cumprimento de cinco mandados de prisão e um de busca e apreensão em São João de Meriti e Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
O crime, ocorrido no início deste mês, teria sido motivado por um suposto erro de identificação por parte de traficantes da região.
“Tribunal do Tráfico” e erro de alvo
Segundo as investigações da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti, a vítima frequentava a comunidade Trio do Ouro — controlada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP) — por possuir familiares no local.
A adolescente teria sido capturada por criminosos que a confundiram com a companheira de um integrante do Comando Vermelho (CV), grupo rival. Submetida a um “julgamento” paralelo imposto pela facção, a jovem foi condenada à violência sexual coletiva.
A barbárie só foi interrompida quando um dos agressores notou o equívoco. Com ferimentos graves, a menina buscou auxílio médico, momento em que as autoridades foram acionadas.
Investigação e Suspeitos
O inquérito aponta a participação de sete pessoas no crime, incluindo uma mulher, que teria imobilizado a vítima durante as agressões. O histórico dos envolvidos revela um cenário de violência interna:
-
Uma mulher: Alvo da operação de hoje.
-
Um homem preso: Capturado na semana passada após sofrer agressões.
-
Um suspeito morto: O óbito, ocorrido sob circunstâncias investigadas pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, teria sido causado por outros criminosos.
-
Outros quatro alvos: Incluindo três homens e um menor de idade.
Nota da Redação: Até o fechamento desta edição, a Polícia Civil não havia confirmado o número exato de prisões efetuadas durante a operação desta quarta-feira.
A ofensiva contou com o suporte do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e do Departamento-Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM).
Sem comentários! Seja o primeiro.