Presidente da CPMI do INSS quer investigar duas igrejas evangélicas
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, confirmou que as investigações avançam sobre duas instituições que apresentam indícios “robustos” de irregularidades.
O comando da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no INSS decidiu estreitar o cerco contra duas entidades religiosas citadas em documentos oficiais do colegiado. Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana, os elementos probatórios reunidos contra essas igrejas justificam um aprofundamento das investigações e medidas mais severas.
Foco no Distrito Federal: Ministério Visão de Deus
A primeira frente de investigação detalhada por Viana foca na Igreja Evangélica Pentecostal Ministério Visão de Deus, sediada no Distrito Federal. O senador formalizou, nesta segunda-feira (2/2), o pedido de quebra de sigilo bancário da instituição.
A decisão baseia-se em conexões diretas com a Associação dos Aposentados do Brasil (AAB) — entidade que está no centro do escândalo conhecido como “farra do INSS”. Informações publicadas pelo portal Metrópoles indicam que a igreja pertence a um dos sócios da referida associação, o que reforça as suspeitas de que a estrutura religiosa possa ter sido utilizada no esquema de desvios.
Conexão Maranhão: Ministério do Renovo
A outra instituição na mira da CPMI é a Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo, localizada no Maranhão. O colegiado já aprovou o requerimento de quebra de sigilo bancário da entidade, apresentado originalmente pelo deputado Rogério Correia (PT-MG).
A inclusão da “Renovo” no rol de investigados ganhou força após declarações da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). O ponto central da suspeita é uma transação financeira atípica:
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Valor: R$ 500 mil.
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Origem: Empresa ADS Soluções e Marketing Ltda.
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Destino: Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo.
A comissão busca entender a natureza desse repasse e se ele possui relação com as fraudes previdenciárias apuradas pelo Congresso Nacional.
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