Nesta quarta-feira (23), Alessandro Stefanutto, que ocupava a presidência do INSS, foi removido do cargo após uma operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União. A ação investiga um esquema de irregularidades dentro da autarquia.
As investigações apontam que organizações que representam aposentados e pensionistas estavam envolvidas em descontos indevidos de contribuições associativas sobre os benefícios pagos pelo INSS. Stefanutto, servidor da instituição desde 2000 e filiado ao PSB, teve sua residência alvo de buscas.
A operação é tratada como uma das mais complexas pelos envolvidos. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o ministro da CGU, Vinícius Carvalho, informaram o presidente Lula sobre os desdobramentos ainda na manhã de hoje, em reunião no Palácio da Alvorada.
A dimensão do caso revela os desafios que o INSS terá pela frente, exigindo uma resposta rápida do governo para evitar prejuízos aos aposentados. Enquanto isso, outra reunião está ocorrendo no Ministério da Justiça para discutir os próximos passos.
O PSB, partido ao qual Stefanutto é filiado, declarou por meio de seu presidente, Carlos Siqueira, que não foi consultado sobre sua nomeação para o comando do INSS.
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