Resgate de brasileira que caiu na Indonésia é suspenso novamente
família cobra agilidade em resgate após três dias de buscas interrompidas
Operações de salvamento no Monte Rinjani são suspensas novamente devido ao mau tempo; parentes denunciam lentidão e falta de estrutura
Jacarta, 23 de junho de 2025 – Há três dias desaparecida após cair em um desfiladeiro durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, a brasileira Juliana Marins, 26 anos, ainda não foi resgatada. Nesta segunda-feira (23), as buscas foram mais uma vez interrompidas devido às condições climáticas adversas, conforme relatos da família divulgados nas redes sociais.
Na véspera, o salvamento já havia sido suspenso pelo mesmo motivo. As equipes de resgate avançaram cerca de 250 metros em direção ao local onde Juliana estaria – a aproximadamente 600 metros abaixo do ponto da queda –, mas recuaram antes de alcançá-la.
“Um dia inteiro e só avançaram 250 metros. Faltavam 350 metros para chegar até ela, e desistiram. Mais um dia perdido! Precisamos de ajuda urgente!”, desabafou a família em uma publicação.
Críticas às autoridades
Além da angústia pelo estado de saúde da jovem, os parentes acusam as autoridades locais de negligência. Eles destacam que o parque nacional permanece aberto a visitantes, apesar do risco, e que o resgate tem sido marcado por falta de planejamento e recursos, mesmo com a previsão de tempo instável – comum nesta época do ano.
“Sabem que o clima é assim e mesmo assim não agilizam. Tudo está sendo feito com lentidão, sem competência ou estrutura adequada”, criticaram.
Desencontro de informações
A família também contestou versões oficiais de que Juliana teria recebido água, comida e roupas enquanto aguardava socorro. A irmã da vítima, Mariana Marins, negou as informações, afirmando que as equipes sequer conseguiram alcançá-la devido a equipamentos insuficientes e visibilidade ruim.
Juliana foi avistada pela última vez no sábado (21), por volta das 17h30, quando turistas a localizaram com um drone. As imagens são as únicas evidências de que ela estaria no local do acidente. Agora, enquanto aguardam notícias, os familiares pressionam por uma operação mais eficiente.
Com colaboração de redes locais e atualizações em tempo real.
Sem comentários! Seja o primeiro.