A disputa diplomática entre Brasil e Estados Unidos atingiu um ponto crítico. Uma declaração recente do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, indica que a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) deixou de ser uma questão interna e agora define a relação entre os dois países.
Em entrevista à Fox News, Rubio prometeu uma resposta de Washington “na próxima semana ou algo assim”, transformando o veredito em um elemento-chave na crise bilateral. Ele alegou que o “Estado de Direito está se desintegrando” no Brasil e que a decisão do STF — que sentenciou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por crimes contra a democracia — é parte de uma “campanha de opressão judicial”.
The political persecutions by sanctioned human rights abuser Alexandre de Moraes continue, as he and others on Brazil's supreme court have unjustly ruled to imprison former President Jair Bolsonaro.
The United States will respond accordingly to this witch hunt.
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) September 11, 2025
Rubio acusou nominalmente o ministro Alexandre de Moraes de “perseguição política” e de ameaçar cidadãos americanos por suas atividades online. O secretário destacou que “juízes ativistas, um em particular,” não apenas perseguiram Bolsonaro, mas também tentaram fazer “reivindicações extraterritoriais” contra cidadãos dos EUA.
Ofensiva diplomática e política
Essa declaração é mais uma na série de críticas da diplomacia do governo Trump. Rubio já havia chamado Moraes de “violador de direitos humanos” e revogado o visto do ministro e de sua família. Outros membros do Departamento de Estado seguiram o mesmo tom:
- O vice-secretário Christopher Landau afirmou que a decisão do STF levou as relações bilaterais ao seu “ponto mais sombrio em dois séculos”.
- O subsecretário de Diplomacia Pública, Darren Beattie, classificou a condenação de Bolsonaro como “censura” e garantiu que os EUA a tratariam “com a maior seriedade”.
A pressão também veio do Congresso. O deputado republicano Rich McCormick (Geórgia) defendeu sanções contra ministros do STF, declarando que os EUA “estão com o povo brasileiro”.
A reação de Washington começou logo após a condenação de Bolsonaro na última quinta-feira. Em uma publicação no X, Rubio prometeu uma resposta, afirmando: “As perseguições políticas do violador de direitos humanos sancionado Alexandre de Moraes continuam, já que ele e outros membros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram injustamente prender o ex-presidente Jair Bolsonaro”. Ele concluiu que os “Estados Unidos responderão adequadamente a essa caça às bruxas”.
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