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Salvador lidera em número de chacinas na Bahia

Vemvê Brasil
novembro 5, 2025
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Nos últimos três anos, 454 indivíduos perderam a vida em 124 massacres (matanças coletivas) documentadas em Salvador e na Região Metropolitana (RMS). O Instituto Fogo Cruzado (IFC) revelou que a maioria desses incidentes, nos quais morreram no mínimo três pessoas, foi conduzida por agentes de segurança pública estaduais. Ao todo, foram contabilizados 85 massacres perpetrados por policiais, resultando no falecimento de 324 pessoas.

Aumento Exponencial da Violência em 2025

Apenas neste ano, no intervalo de janeiro até 17 de outubro, 109 mortes em matanças foram registradas em Salvador e RMS, o que representa um crescimento de 58% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Desse total de vítimas, 85 foram mortas em operações policiais, marcando um aumento de 112% em apenas um ano, visto que em 2024, no mesmo período analisado, houve 40 falecimentos nessas mesmas circunstâncias.

Análise e Críticas à Estratégia Governamental

Samuel Vida, coordenador do Programa Direito e Relações Raciais da Universidade Federal da Bahia (Ufba), aponta para uma espiral crescente no número de óbitos, atribuída à opção política do governo estadual por privilegiar o enfrentamento e a alta taxa de mortalidade (letalidade).

Vida afirma que essa orientação se manifesta de diversas formas, como “a sabotagem ativa na utilização de câmeras corporais, a implementação de uma Instrução Normativa inconstitucional que impediu a Polícia Civil de investigar mortes causadas pela Polícia Militar por cerca de quatro anos, e a expansão de unidades especializadas em confrontos e com elevado índice de vítimas fatais”.

Ele ainda menciona o “apoio governamental” em casos chocantes dos últimos anos, citando o Massacre do Cabula (12 mortos), o da Gamboa (três mortos), o de Fazenda Coutos (12 falecimentos), o sequestro e desaparecimento do jovem Davi Fiúza, e o sequestro, decapitação e esquartejamento de Geovane Mascarenhas dentro de uma unidade da Rondesp.

Unidades Especiais e Localização dos Massacres

É importante ressaltar que, nos massacres resultantes de ação policial, metade das mortes ocorreu em operações das unidades Rondesp (Atlântico, Central e Baía de Todos os Santos). Essas equipes estão entre as que mais acumulam fatalidades em intervenções policiais e, inclusive, foram mencionadas no plano de combate à mortalidade policial divulgado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) em outubro, como algumas das que mais causaram vítimas fatais em todo o estado em 2025.

Entre os municípios com mais casos apurados pelo IFC, Salvador está na frente, com 84 mortos em matanças neste ano. Os eventos com múltiplas mortes aconteceram majoritariamente nos bairros de Fazenda Coutos (16), Curuzu (seis), Rio Sena (seis), Fazenda Grande do Retiro (quatro) e Federação (quatro). Fora de Salvador, Camaçari registrou 14 ocorrências; Lauro de Freitas, oito; e Dias D’Ávila, três.

Contexto Social e Necessidade de Mudança

Tailane Muniz, coordenadora regional do Instituto Fogo Cruzado na Bahia, analisa que as matanças coletivas (massacres) são mais frequentes em áreas de atuação de grupos criminosos e onde a política de segurança se concentra no confronto. “Temos uma quantidade específica de regiões na cidade com intensos embates por controle territorial e outras em que a polícia se envolve em um maior número de confrontos”, explica.

Ela acrescenta: “Esses dados deveriam fundamentar o planejamento da segurança pública, com o objetivo de promover alterações efetivas. Esse modelo de intervenção policial com alto potencial de mortes nunca produziu resultados positivos em lugar ou época alguma. É crucial destacar que esses bairros não têm em comum apenas a presença de grupos armados, mas também a ausência significativa ou total de políticas públicas complementares, o que insere seus habitantes em um contexto histórico de fragilidade social“.

Perfil das Vítimas

Nas matanças conduzidas por policiais, 98% das pessoas mortas são homens e, entre as identificadas, 100% são indivíduos negros. Adicionalmente, 5% das vítimas eram adolescentes. No que diz respeito ao local dos óbitos, o IFC constatou que 7% das vítimas foram mortas dentro de suas casas e outros 7% estavam em veículos.

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