STF opta por silêncio após declarações de Trump sobre Bolsonaro; reação fica a cargo do governo
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram não se manifestar publicamente sobre as recentes declarações do ex-presidente dos EUA Donald Trump, que criticou a suposta perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Internamente, integrantes da Corte entendem que a resposta institucional deve partir do governo federal e da diplomacia brasileira.
A polêmica ganhou novo capítulo após Trump, em suas redes sociais, sugerir que Bolsonaro estaria sendo alvo de perseguição política. Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou a soberania do Brasil, declarando que o país “não tolera interferências externas”.
O episódio ocorre semanas após o secretário de Estado americano Marco Rubio anunciar restrições a autoridades estrangeiras envolvidas na “censura de cidadãos dos EUA” – medida interpretada como uma crítica direta ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. A declaração de Rubio veio um dia após a Corte determinar a abertura de um inquérito contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que deixou o Brasil e se estabeleceu temporariamente nos Estados Unidos.
No Supremo, a fala de Rubio foi vista como um ataque à instituição, e não apenas a um de seus membros. Na ocasião, os ministros também preferiram não se pronunciar, delegando a condução do caso ao Palácio do Planalto.
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